Antro reservado para publicação de radioativos, contagiosos e extremamente instáveis experimentos de POESIA VISUAL. 
Ps.: O Poematômico pode explodir ao mais leve suspiro, movimento ou clique.
 

Vlade Voxman vive aquém do espaço-tempo vigente. Não se enquadra em astrologias estapafúrdias e não explode ao entrar em contato com cérebros inflamáveis. Está morto a dois milhões de anos, mas isso não parece lhe incomodar.

Obra: o trabalho de Vlade Voxman envolve as periferias da Poesia Visual. O Poematômico é tão Concreto quanto gostaria de ser verbivocovisual — como conceituaram os irmãos Campos — mas não o é por sua capacidade financeira ter sido esmagada pela bolha capitalista. Seu trabalho pode ser reconhecido como poesia visual, concreta, surreal, política, poema-charge ou, simplesmente, poematômico e é publicado tanto no site O Vebonauta quanto neste blog estranhamente esverdeado.

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Blogs.com.br - O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil

 

02/07/2004
Contra-Manifesto yeLOW HIeros, de Voxman


Saio do lixo para entrar na história. Em repúdio às manifestações poéticas realizadas por meu Eu de abril, meu Eu de julho reconstrói o poema "Manifesto yeLOW HIeros" sob um novo perfil imagético completamente oposto. Menos catastrófico, menos obtuso e muito menos obtusirrostro, mais claro e amplo e menos corruptor dos olhos alheios. Enfim, interprete como quiser, pois é o que você sempre faz.
22:45

Delírios guturais


03/05/2004
Final, de Voxman


Foi na realidade um dos primeiros poematômicos que fiz, porém, apenas agora o publico devido a ser um tanto mais complexo para se colocar graficamente de forma adequada (na realidade, adequado mesmo seria em uma forma animada em flash com certos movimentos específicos, mas devido a limitações técnicas, isto ainda não é possível, paciência).

O poema forma essencialmente a frase "O Fim do Mundo sou/és/é/somos/sois/são Eu". É interessante notar o Eu como o centro do fim do mundo, e, ao mesmo tempo, como se no centro de um grande alvo. O verbo "ser", conjugado, coletiviza este Eu e o microssiginificante MUNDO orbita perifericamente a tudo isso, enquanto o Fim vem de todas as partes. São apenas algumas coisas que procurei colocar neste poema do qual de fato, gosto muito.
17:49

Delírios guturais

24/04/2004
Manifesto YelLOW-HIeros, de Voxman


Os pseudópodes nos guiarão para o colapso psicológico total. Manifesto hoje a corrosão dos cérebros do mundo em prol da psicose plena e universal. Somente o lixo mental absoluto poderá realizar a meta-metamorfose do homem em algo que não a auto-destruição física. Este é o manifesto pelo colapso mental que terá publicações poéticas periodicamente, entre poesias sãs que continuarei publicando por algum tempo (pois já estavam prontas anteriormente). ! ! ?? ! ! ?!? !?

Obs.: Leia com atenção, e absorva.
22:24

Delírios guturais

Encontro-me diante do processo de desenvolvimento da poética do colapso mental, uma espécie de apologia à psicose humana. Uma redução das nossas mentes ao lixo para que do lixo, tornemo-nos algo. Pode ser um processo longo, não deixarei de postar durante este mas peço que, aos adeptos da holopsicose, unam-se a mim. O end.eletrônico é o voxman@verbonauta.com.br .
21:31

Delírios guturais

04/04/2004
Acasocaso, de Voxman


Um leitor-ideal (algo utópico, inexistente no universo, serve apenas de referência) compreenderia plenamente este poema — um tanto existencial, um tanto wittgensteiniano, um tanto niilista — pelo minúsculo quadrado destoante na área central da imagem. As letras são para os outros (como eu).
10:42

Delírios guturais

Socióbito, de Voxman


Não caros leitores, não me esqueci de vocês. Apenas que tenho tido trabalhos um tanto mais estafantes ultimamente do que eu imaginava, mas nada que possa me fazer esquecer de explodir o Poematômico vez ou outra. Bem, esta é minha primeira publicação após a matéria que saiu no jornal Tribuna do Brasil, de Brasília, sobre meu trabalho. Na realidade, se houvesse espaço para que publicassem algum trabalho meu no jornal na ocasião, seria este o que estaria lá.

É obviamente uma crítica forte à sociedade ocidental contemporânea. Aliás, apenas ocidental não, estamos num mundo globalizando. Lembra-me um tanto daquele "Cidadecitycité" do Augusto de Campos, mas com idéias diferentes, claro. Pode ter diversas interpretações devido a própria dubitabilidade da aglutinação neológica expressa em "CADAVERDADEMORTEFAZMENTIRAMORALIBERDADE". Para tentar facilitar a compreensão do leitor menos atento, podemos reescrevê-la como "CADA(VER)DADE(-MOR)TE[FAZ]MENTIR[A](MOR)(AL)IBERDADE".
10:36

Delírios guturais

12/03/2004
Novidades... o pessoal da Tribuna do Brasil, um jornal de Brasília, fez uma matéria sobre poesia na internet comigo. Me entrevistaram, etc. A matéria vai sair no jornal neste domingo (dia 14/3) e deve comentar tanto este blog quanto o portal O Verbonauta. Quem fez a matéria foi o Mateus Baeta. Só foi uma pena que não havia espaço no jornal para publicarem algum dos poemas mas, enfim.. fica pra próxima.
17:41

Delírios guturais

O Escarro, de Voxman


Estava no Rio de Janeiro, observando o céu na praia quando me veio a idéia para este. A imagem representa o céu que vi naquele momento, completamente azul, porém com uma singular e supreendente nuvem solitária. Tomei isto como um símbolo para algumas idéias...

17:30

Delírios guturais

03/03/2004
Anatomia Cerebral, de Voxman


Fiz este poema pensando em dar seqüência ao poema Livre-mente, que publiquei há alguns dias atrás. Falha minha, deveria, obviamente, ter publicado esta seqüência logo após aquele primeiro poema, mas acabei esquecendo-me e por isso, Anatomia Cerebral apenas agora é publicado aqui no blog.

A idéia é semelhante a do Livre-mente, apenas exposta de forma diferente. Tracei a Razão como linear, reprimida pela existência da linha percorrida e a Loucura, que não reconhece as barreiras e espalha-se pela imagem. Contudo, a própria Loucura - assim como a Razão - está apenas na imagem, não sai desta, por mais que tente. Ou se sai, nós não a percebemos. É o limite da lógica, nossa repressora-mor. Outros raciocínios mais amplos, deixo ao leitor.

Ps.: Os que também visitam o portal O Verbonauta - www.verbonauta.com.br - devem ter notado que o mesmo esteve fora do ar nos últimos dias. Isto deveu-se a uma grande incompetência do servidor - Attiva.com.br - que apagou todo o conteúdo do sítio. Apenas nesta quarta o conteúdo foi reconstituído (ainda assim, com algumas perdas, e sem qualquer ajuda do servidor). Bem, pelo menos a situação lá já está praticamente normalizada...

22:48

Delírios guturais

28/02/2004
Bombril-man, de Voxman


Um dos pontos principais neste poema foi o uso das cores. O vermelho e o amarelo não apenas representam a marca Bombril como também, expressam firmemente os significantes "febril" e "hostil", passando deveras uma sensação de desconforto, febre. Quanto a temática, creio que haja bastante espaço para interpretações. O título, Bombril-man, tem Bombril com capitular inicial e 'man' completamente em letras minúsculas.

O Homem-Bombril é, simultaneamente, operário e consumidor.

Ps.: Editado em 04/03/04 - Agora com mais tempo para analisar a idéia deste poema, achei interessante modificar um tanto a sua estrutura, ressaltando os termos "ill" e, no fim, "bom" e "br".
23:48

Delírios guturais

25/02/2004
A Solidão, de Voxman


Antes de comentar este poematômico (ou poema-visual, ou poema-charge, ou poema-outdoor ou, como alguns dizem, antipoema), gostaria apenas de apontar duas coisas. Primeiramente, que a freqüência com que posto aqui não indica necessariamente a freqüência com que faço novos poematômicos. Muito do que estou colocando aqui estava acumulado já há algum tempo, e agora estou liberando aos poucos. Ou seja, não pensem que sou uma máquina de escrever ou algo do gênero...

Segundo, gostaria de recomendar aos leitores mais próximos ao mundo da poesia visual que tentassem interpretar por conta própria os poemas antes de ler meus comentários (ou nem leiam os comentários!). Creio que seria mais interessante.. apenas deixo os comentários aqui, ou como curiosidade, ou como explicação aos que ainda não estão familiarizados com este tipo de poesia.

Bem, deixei algumas peculiaridades neste poema... para citar apenas poucas, vejam que nesta "solidão", há uma dualidade de palavras, todas duplicadas. Não estão sós, apenas isoladas. No centro, o termo "se", representando o condicional do acaso. Acabei exprimindo idéias múltiplas neste trabalho, relativas a existência, relacionamentos entre indivíduos, a forma como nos comportamos perante os mesmos... no fim, creio que mais do que nunca, neste cabe mais ao leitor fazer sua própria interpretação, até porque, se for para eu exprimir tudo o que pensei ao fazer este, teria que dar-lhes aqui toda uma bibliografia, uma filosofia, idéias e mais idéias, ou seja, uma verborragia acadêmica que, apesar de importante, não combina com a poematomia.
21:15

Delírios guturais

23/02/2004
Livre-mente, de Voxman


Preciso dizer mais?
Bem, para não deixá-los de mãos vazias no quesito 'comentários', digo-lhes que minha idéia aqui foi inspirada no conceito psicológico de que a loucura nada mais é do que a ausência de forças repressivas em atividade em nossos cérebros. Ou seja, loucura é liberdade.
Recuso-me a dizer menos.
23:40

Delírios guturais

21/02/2004
Prisão, de Voxman


Fiz este poematômico especialmente para esta interessantíssima frase do livro "A Pomba", de Patrick Süskind, na qual o protagonista Jonathan Noel descreve a "desconcertante largura do espaço". Aproveitei a coluna de Rafael Lasevitz, do Verbonauta.com.br, sobre o livro, para postar o poema em anexo à coluna. Bem, procurei expressaro desconforto do homem reprimido (que é basicamente a idéia do livro) perante esta largura, esta imensidão que nos torna tão expostos a julgamentos e críticas. Estamos livres fisicamente, mas presos em nós mesmos. Tentei colocar uma solidão desconfortável... creio que seja mais ou menos por aí a idéia geral.
23:24

Delírios guturais

20/02/2004
Liqüidação, de Voxman


Projetei este há quase um mês atrás, já ia esquecendo de publicá-lo. Não preciso nem dizer, creio, do que trata a crítica. Procurei fazer maior uso do recurso textual neste poema, até porque o contexto dava esta possibilidade e, além do mais, era interessante encher ao máximo todos os espaços, fosse com texto, fosse com imagens e cores, metaforizando o consumismo. Uma das principais idéias no desenho aqui foi usar as formas coloridas - representantes das marcas e produtos do consumismo - como que maquiando uma realidade negra, vazia, nula, que surge no fundo, ainda visível. Cheguei a cogitar a idéia de preencher os espaços não apenas com um caos de cores mas também, de palavras, marcas, slogans, etc, mas achei que seria uma redundância. As cores e formas, penso, foram suficientes para fazer surtir este efeito...

Ah sim, reparem que é o primeiro poematômico que publico em primeira-mão no blog, e não no Verbonauta. Pretendo passar cada vez mais a fazer isso, nas próximas publicações...
23:53

Delírios guturais

19/02/2004
Poema-Fraude, de Voxman


Estou ficando cansado de explicar tão profundamente meus poemas. Acho que estou ficando profundo demais, preciso deixar espaço para que vocês possam me interpretar mais livremente... enfim, o que digo sobre este é que trata-se de uma metáfora para uma metáfora, uma ruptura com a ruptura; a própria fraude é fraudada e deixada em pedaços e o único elemento que resta inteiro é a palavra "poema", e nada mais.
19:01

Delírios guturais

11/02/2004
Estou recluso em meus pensamentos ocultos enquanto divago em minhas auto-denominadas férias em algum lugar do espaço... logo volto às minhas publicações normais e regulares... obrigado pela paciência (ou pela ausência desta).
18:54

Delírios guturais

04/02/2004
Brazil, de Voxman


Eu pessoalmente gostei muito do que fiz com o 'Brazil'. Por outro lado, talvez seja um tanto óbvio demais para ser explicado, ao menos, nas partes óbvias (desculpem-me a redundância). Mas enfim... basicamente, fiz um jogo com as palavras "Ordem e Progresso", contrapondo-as com outras antagônicas e, aos poucos, tentei progressivamente desordenar a ordem e o progresso. O pano de fundo com as cores verde e amarela servem como símbolo da hipocrisia do nosso conceito de pátria, sob as burocráticas letras em verso escritas sobre este.

Progressivamente, perdemos completamente até mesmo nossa linguagem até chegarmos ao conclusivo "ALIENAÇÃO", termo no qual fiz uso do recurso da interpretação múltipla (ou, como gosto de chamar de forma orwelliana, duplipensar!), podendo ser lido como "ALIENAÇÃO", "ALIEN NAÇÃO" e "ALIENA NAÇÃO".

E como bem interpretou também o editor do Verbonauta.com.br, Marcelo Scarabuci, "O Brazil com Z tende a dar errado"..

Recuso-me a dizer mais.
13:55

Delírios guturais

Democracia, de Voxman


A idéia aqui obviamente é a crítica aos pseudo-conceitos iluministas de "Liberdade", "Igualdade" e "Fraternidade". Penso que a forma com que expus esta idéia no Democracia dá espaço a diversas diferentes leituras devido às várias idéias embutidas nele. Por exemplo, o isolamento das letras, as microssignificantes, contrapõe-se às pressupostas idéias de união relacionadas a tal democracia iluminista. Além disso, o fato de essas letras não estarem sequer no centro de suas microcélulas passa uma impressão de desconforto destas com relação ao sistema em que se encontram. Fica claro que pensei nas tais letras como forma de representar as pessoas, o povo em geral. E há diversas outras leituras que podem ser feitas, às quais prefiro, como sempre, deixar ao leitor. Recuso-me a dizer mais.
13:52

Delírios guturais

03/02/2004
Capital-Éter, de Voxman


Mais uma vez, obviamente, uma crítica ao capital. Tentei fazer um jogo de palavras com as frases 'O Capital não Termina' e 'O Capital é Terminal'. Com a divisão não-silábica dessas frases encontrei alguns microssignificantes análogos que contribuem, digamos, subliminarmente ao texto. Na primeira frase, surge o microtermo 'NÃO TER', relativo ao capital. Na segunda, alinhado na mesma reta imaginária de 'NÃO TER', temos 'É TER', que TAMBÉM pode ser entendido como 'ÉTER'. Forma-se então uma nova relação, além da explícita inicialmente, que seria: "Capital é Não Ter. Capital é Ter." E por fim, a pequena metáfora com ÉTER, o mágico, sublime e utópico ÉTER... ou É TER.

Recuso-me a dizer mais.

Ps.: Bem, tenho visto que tem havido de fato algum interesse dos nossos leitores em ler estes comentários meus sobre o que faço. Gostaria muito que estes que vem até aqui também postassem seus comentários sobre esses 'poemas', ou 'charges', ou 'poema-charges', ou 'poesias visuais'.. ou como bem definimos no Verbonauta, 'poematômicos'. Afinal, é uma experiência nova — eis o motivo de eu fazer questão de comentar e explicar o que estou fazendo — e qualquer retorno de vocês é muito bem vindo.
19:49

Delírios guturais

S.I.G.L.A.S., de Voxman


Pois bem, seguindo com a idéia do "poema-charge", o S.I.G.L.A.S. é, obviamente, uma crítica à opressão do sistema sobre o trabalhador. Em resumo, a idéia é: os impostos sistemáticos são empilhados, um em cima do outro, enquanto o trabalhador, deslocado e, repare, fora da ordem dos impostos a qual este não pertence (Sistema x Ser Humano) é reduzido e obscurecido até tornar-se, simplesmente, DOR, sendo esta última um microssignificante retirado do significante "TRABALHADOR". Mas a própria dor é parte do sistema; a própria dor é burocrática. Então não há DOR, mas sim, D.O.R., siglificada como qualquer outra parte deste sistema e que, para não atrapalhar, ele mesmo se encarrega de abreviá-la em forma de sigla evitando até mesmo que esta seja exprimida por inteiro. É mais ou menos por aí...
01:45

Delírios guturais