Antro reservado para publicação de radioativos, contagiosos e extremamente instáveis experimentos de POESIA VISUAL.
Ps.: O Poematômico pode explodir ao mais leve suspiro, movimento ou clique.
Vlade
Voxman vive aquém do espaço-tempo vigente. Não se enquadra em
astrologias estapafúrdias e não explode ao entrar em contato com
cérebros inflamáveis. Está morto a dois milhões de anos, mas
isso não parece lhe incomodar.
Obra:
o trabalho de Vlade Voxman envolve as periferias da Poesia
Visual. O Poematômico é tão Concreto quanto gostaria de
ser verbivocovisual — como conceituaram os irmãos Campos
— mas não o é por sua capacidade financeira ter sido esmagada
pela bolha capitalista. Seu trabalho pode ser reconhecido como
poesia visual, concreta, surreal, política, poema-charge ou,
simplesmente, poematômico e é publicado tanto no site O
Vebonauta quanto
neste blog estranhamente esverdeado.
Foi na realidade um dos primeiros poematômicos que fiz, porém, apenas agora o publico devido a ser um tanto mais complexo para se colocar graficamente de forma adequada (na realidade, adequado mesmo seria em uma forma animada em flash com certos movimentos específicos, mas devido a limitações técnicas, isto ainda não é possível, paciência).
O poema forma essencialmente a frase "O Fim do Mundo sou/és/é/somos/sois/são Eu". É interessante notar o Eu como o centro do fim do mundo, e, ao mesmo tempo, como se no centro de um grande alvo. O verbo "ser", conjugado, coletiviza este Eu e o microssiginificante MUNDO orbita perifericamente a tudo isso, enquanto o Fim vem de todas as partes. São apenas algumas coisas que procurei colocar neste poema do qual de fato, gosto muito.
17:49