Antro reservado para publicação de radioativos, contagiosos e extremamente instáveis experimentos de POESIA VISUAL.
Ps.: O Poematômico pode explodir ao mais leve suspiro, movimento ou clique.
Vlade
Voxman vive aquém do espaço-tempo vigente. Não se enquadra em
astrologias estapafúrdias e não explode ao entrar em contato com
cérebros inflamáveis. Está morto a dois milhões de anos, mas
isso não parece lhe incomodar.
Obra:
o trabalho de Vlade Voxman envolve as periferias da Poesia
Visual. O Poematômico é tão Concreto quanto gostaria de
ser verbivocovisual — como conceituaram os irmãos Campos
— mas não o é por sua capacidade financeira ter sido esmagada
pela bolha capitalista. Seu trabalho pode ser reconhecido como
poesia visual, concreta, surreal, política, poema-charge ou,
simplesmente, poematômico e é publicado tanto no site O
Vebonauta quanto
neste blog estranhamente esverdeado.
Um dos pontos principais neste poema foi o uso das cores. O vermelho e o amarelo não apenas representam a marca Bombril como também, expressam firmemente os significantes "febril" e "hostil", passando deveras uma sensação de desconforto, febre. Quanto a temática, creio que haja bastante espaço para interpretações. O título, Bombril-man, tem Bombril com capitular inicial e 'man' completamente em letras minúsculas.
O Homem-Bombril é, simultaneamente, operário e consumidor.
Ps.: Editado em 04/03/04 - Agora com mais tempo para analisar a idéia deste poema, achei interessante modificar um tanto a sua estrutura, ressaltando os termos "ill" e, no fim, "bom" e "br".
23:48
Antes de comentar este poematômico (ou poema-visual, ou poema-charge, ou poema-outdoor ou, como alguns dizem, antipoema), gostaria apenas de apontar duas coisas. Primeiramente, que a freqüência com que posto aqui não indica necessariamente a freqüência com que faço novos poematômicos. Muito do que estou colocando aqui estava acumulado já há algum tempo, e agora estou liberando aos poucos. Ou seja, não pensem que sou uma máquina de escrever ou algo do gênero...
Segundo, gostaria de recomendar aos leitores mais próximos ao mundo da poesia visual que tentassem interpretar por conta própria os poemas antes de ler meus comentários (ou nem leiam os comentários!). Creio que seria mais interessante.. apenas deixo os comentários aqui, ou como curiosidade, ou como explicação aos que ainda não estão familiarizados com este tipo de poesia.
Bem, deixei algumas peculiaridades neste poema... para citar apenas poucas, vejam que nesta "solidão", há uma dualidade de palavras, todas duplicadas. Não estão sós, apenas isoladas. No centro, o termo "se", representando o condicional do acaso. Acabei exprimindo idéias múltiplas neste trabalho, relativas a existência, relacionamentos entre indivíduos, a forma como nos comportamos perante os mesmos... no fim, creio que mais do que nunca, neste cabe mais ao leitor fazer sua própria interpretação, até porque, se for para eu exprimir tudo o que pensei ao fazer este, teria que dar-lhes aqui toda uma bibliografia, uma filosofia, idéias e mais idéias, ou seja, uma verborragia acadêmica que, apesar de importante, não combina com a poematomia.
21:15
Preciso dizer mais?
Bem, para não deixá-los de mãos vazias no quesito 'comentários', digo-lhes que minha idéia aqui foi inspirada no conceito psicológico de que a loucura nada mais é do que a ausência de forças repressivas em atividade em nossos cérebros. Ou seja, loucura é liberdade.
Recuso-me a dizer menos.
23:40