Antro reservado para publicação de radioativos, contagiosos e extremamente instáveis experimentos de POESIA VISUAL.
Ps.: O Poematômico pode explodir ao mais leve suspiro, movimento ou clique.
Vlade
Voxman vive aquém do espaço-tempo vigente. Não se enquadra em
astrologias estapafúrdias e não explode ao entrar em contato com
cérebros inflamáveis. Está morto a dois milhões de anos, mas
isso não parece lhe incomodar.
Obra:
o trabalho de Vlade Voxman envolve as periferias da Poesia
Visual. O Poematômico é tão Concreto quanto gostaria de
ser verbivocovisual — como conceituaram os irmãos Campos
— mas não o é por sua capacidade financeira ter sido esmagada
pela bolha capitalista. Seu trabalho pode ser reconhecido como
poesia visual, concreta, surreal, política, poema-charge ou,
simplesmente, poematômico e é publicado tanto no site O
Vebonauta quanto
neste blog estranhamente esverdeado.
Fiz este poematômico especialmente para esta interessantíssima frase do livro "A Pomba", de Patrick Süskind, na qual o protagonista Jonathan Noel descreve a "desconcertante largura do espaço". Aproveitei a coluna de Rafael Lasevitz, do Verbonauta.com.br, sobre o livro, para postar o poema em anexo à coluna. Bem, procurei expressaro desconforto do homem reprimido (que é basicamente a idéia do livro) perante esta largura, esta imensidão que nos torna tão expostos a julgamentos e críticas. Estamos livres fisicamente, mas presos em nós mesmos. Tentei colocar uma solidão desconfortável... creio que seja mais ou menos por aí a idéia geral.
23:24
Projetei este há quase um mês atrás, já ia esquecendo de publicá-lo. Não preciso nem dizer, creio, do que trata a crítica. Procurei fazer maior uso do recurso textual neste poema, até porque o contexto dava esta possibilidade e, além do mais, era interessante encher ao máximo todos os espaços, fosse com texto, fosse com imagens e cores, metaforizando o consumismo. Uma das principais idéias no desenho aqui foi usar as formas coloridas - representantes das marcas e produtos do consumismo - como que maquiando uma realidade negra, vazia, nula, que surge no fundo, ainda visível. Cheguei a cogitar a idéia de preencher os espaços não apenas com um caos de cores mas também, de palavras, marcas, slogans, etc, mas achei que seria uma redundância. As cores e formas, penso, foram suficientes para fazer surtir este efeito...
Ah sim, reparem que é o primeiro poematômico que publico em primeira-mão no blog, e não no Verbonauta. Pretendo passar cada vez mais a fazer isso, nas próximas publicações...
23:53
Estou ficando cansado de explicar tão profundamente meus poemas. Acho que estou ficando profundo demais, preciso deixar espaço para que vocês possam me interpretar mais livremente... enfim, o que digo sobre este é que trata-se de uma metáfora para uma metáfora, uma ruptura com a ruptura; a própria fraude é fraudada e deixada em pedaços e o único elemento que resta inteiro é a palavra "poema", e nada mais.
19:01